O que é VPN e para que serve
Uma VPN criptografa a sua conexão com a internet e troca o seu endereço IP pelo de um servidor no país que você escolher. Veja o que isso significa no dia a dia, quando vale a pena ligá-la e o que não esperar dela.
Em poucas palavras
Uma VPN (Virtual Private Network, ou rede privada virtual) é uma conexão criptografada entre o seu dispositivo e um servidor mantido pela empresa de VPN. Tudo o que você envia para a internet passa primeiro por esse servidor e só depois segue para o site. Ninguém no meio do caminho consegue ler o conteúdo, e os sites que você visita veem o endereço IP do servidor, e não o seu.
A tecnologia não é nova. Empresas usam VPN há décadas para que os funcionários acessem a rede do escritório com segurança a partir de casa. Serviços para o consumidor, como os do nosso mapa, funcionam do mesmo jeito, só que, em vez de um escritório, você tem servidores em dezenas de países.
Para que as pessoas usam
Wi-Fi público
Numa rede aberta de hotel ou aeroporto, você não sabe quem a configurou nem quem mais está conectado. A maioria dos sites hoje usa HTTPS, mas os serviços que você acessa continuam visíveis, e alguns apps criptografam mal ou nem criptografam. Com a VPN, o tráfego já sai criptografado do seu celular. Mais em VPN em Wi-Fi público.
Privacidade diante da operadora e dos anunciantes
A sua operadora de internet consegue ver a quais domínios você se conecta. Com a VPN, ela vê apenas uma conexão criptografada. Sites e redes de anúncios perdem o seu endereço IP real, que costuma revelar a sua cidade e às vezes até o bairro.
Um endereço IP de outro lugar
Conecte-se a um servidor num determinado país e você recebe um endereço IP local de lá. Isso ajuda quando o banco não deixa você entrar do exterior, quando você trabalha com clientes de outro mercado ou quando quer ver como um site ou anúncio aparece em outro lugar. O mapa de VPN mostra quem tem servidores onde.
O que a VPN não faz
Ela não impede o malware que você mesmo baixa, embora alguns provedores bloqueiem sites maliciosos conhecidos. Não esconde você de um serviço em que você está logado, porque conta é conta, seja qual for o endereço IP. E não garante anonimato total: cookies, fingerprinting do navegador e os seus próprios hábitos ainda podem identificar você. Falamos disso em Anonimato na internet.
É legal?
Na maior parte do mundo, sim, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e toda a União Europeia. Bancos, empresas, redações e usuários comuns usam VPN todos os dias. Alguns poucos países restringem ou proíbem o uso, então confira antes de viajar. A VPN não muda o que é legal na internet, e alguns serviços de streaming limitam, nos termos de uso, o acesso de fora de determinados países.
Grátis ou paga?
Servidores custam dinheiro, então um serviço gratuito precisa se pagar de algum jeito. A opção segura é o plano gratuito de uma empresa estabelecida. A Proton VPN não tem limite de dados, mas não deixa você escolher o país, enquanto Windscribe e TunnelBear oferecem uma franquia mensal de dados. Desconfie de apps anônimos que prometem “VPN grátis ilimitada”: às vezes, o que está à venda são os seus dados.
Primeiros passos
Defina de qual país você precisa de um endereço IP e veja no mapa quem tem servidores lá. Depois, compare alguns provedores na página Provedores de VPN. Feita a assinatura, instale o app, faça login e escolha um país da lista. Dá para trocar quando quiser.